terça-feira, 10 de maio de 2011

A Guerra que você não vê - John Pilger - completo legendado

Neste documentário, John Pilger expõe como os grandes meios de comunicação dos países imperialistas (assim como seus representantes nos países periféricos) manipulam as informações com o objetivo de justificar suas guerras de rapina e outras políticas contrárias aos interesses das maiorias populares.



As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.

IV Drakkar Noir – Afinidades perigosas

IV – Afinidades perigosas

 chrystian r. silva




“(Há tempo) tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;”
Eclesiastes 3:3

Então este é o apartamento de um assassino? Três mortes e uma pia abarrotada de louça nas costas. Olho à minha volta e vejo ruínas de uma outra pessoa, uma outra vida. O apartamento é pequeno, o ar quase irrespirável. Abro as janelas e deixo o ar úmido tocar as cortinas empoeiradas e tomar o ambiente. Ela, Carla, me observa. Guarda um silêncio quase respeitoso. Para ela, é quase como se eu estivesse visitando um túmulo. Quem sabe de fato não estou?
Estas não são mais minhas coisas. Só os livros são meus, amontoados em pilhas sobre cada espaço fora das rotas entre os eletrodomésticos mais utilizados, aqueles sobre os quais recai uma camada menos espessa de poeira. Alguém me disse que o maior componente da poeira em nossa casa é pele morta. Então talvez um pouco daquela outra esteja me espreitando por aqui. Até os CDs pertencem a alguma outra pessoa. Os vinis? Talvez alguns deles ainda sejam meus. O tabuleiro, o velho, enorme e pesado tabuleiro de xadrez, com sua madeira antiga e confiável, ainda é meu. Ele se espalha, ancião agasalhado por uma pesada manta de poeira. A secretária pisca, lotada. Aperto seus botões e ela começa a me contar meus segredos.

II - Drakkar Noir - A Dama de Espadas



II – A dama de espadas
por chrystian r. silva
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Ele dorme... já faz mais de setenta horas que ele dorme. De tempos em tempos (uma vez que não é possível saber se é dia ou noite), troco seus curativos e o viro na cama. Ocupar a mente e manter-me longe do horror dos recentes acontecimentos. Ele dorme, jaz em um sono tão profundo que se não fosse a respiração pesada, dir-se-ia morto. Ele dorme longe dos vivos, dos seus problemas, da mulher que o abandonou, de seus ferimentos e suas mágoas... e longe do álcool. Eu também estou longe do álcool há setenta horas. As pálpebras querem se fechar. Os olhos queimam. “Este homem se arriscou por você, Carla... cuide dele... Concentre-se nele e tudo estará bem.”
O sono me leva por alguns segundos, de quando em quando, imagens voltam a minha mente... imagens grotescas de um quase assassinato. Meu quase assassinato. Meu assassino... meu anjo. Não o reconheci a princípio, mas um momento antes de sair, aqueles olhinhos maníacos apresentaram um lampejo de algo quase definível como humano... algo invulgarmente familiar. Espere! Ele acordou!

Drakkar Noir I - O Homem de Olhos Tristonhos





I - O homem de olhos tristonhos *
por chrystian r. silva (urso malvado)
1 2/23/2005 4:59 AM
Que lugar é esse? Eu me pergunto como vim parar aqui... num momento eu estava... onde eu estava, afinal? Bem, e no momento seguinte estou aqui... que não sei bem onde é. Estas pessoas... estas pessoas me parecem vagamente familiares. Elas se movimentam e riem seus risos embriagados sempre nas bordas da percepção... elas entram e saem da visão como em um sonho. Contornos imprecisos, imagem borrada e sem coerência. Estou morto? Estou bêbado? Há música. Música indefinida, como duas faixas tocando ao mesmo tempo. É um bar. Um bar enfumaçado... escuro... focos baixos de luz aqui e ali nos corredores entre as mesas. Uma atmosfera vagamente decadente, mas inegavelmente charmosa. Um balcão... uma cela, uma ilha de luz naquela escuridão... talvez o último lugar no mundo onde ainda exista luz. À parte de todas as considerações filosóficas, resta o fato de que isto é um bar e... bem... agora só falta vodka para eu estar em casa.
Dirijo-me ao balcão. Ninguém parece ter feito muito caso de minha chegada repentina... será que todos chegaram assim por aqui? O bartender tem olhos que inspiram certa cautela. Sua figura corpulenta e barbuda, metida num “dinner jacket” lembra Hemingway... Ele soa algo alienígena e, paradoxo completo, incrivelmente apropriado a este ambiente.
- Boa noite. Ele sorri discretamente.
- Você tem Vodka tridestilada? Pergunto ignorando sua polidez
- Qual?
- Qualquer uma em dose tripla.
Raiska... já bebi piores...
*    Nome de uma obra de Mestre Ticiano (N. do A.).




sábado, 7 de maio de 2011

The Atomic Cafe (1982) - completo legendado (espanhol)

Em The Atomic Cafe os diretores Jayne Loader e Kevin Rafferty fizeram uso de arquivos de imagens liberados pelo governo norte-americano para mostrar a propaganda anti-União Soviética e pró-armas nucleares, declarando que eram necessárias e seguras, além de proporcionarem conselhos e normas de segurança em caso de ataque repentino do “inimigo vermelho”. Em vários momentos, os documentaristas utilizaram canções que tinham relação com a energia atômica. O resultado é um filme que causa arrepios e risos amarelos, diante do absurdo de algumas situações.

A História das coisas - completo dublado

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cidadão Kane (1941) - completo legendado

Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst, e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo.
O filme marcou sua época devido às inovações, sobretudo as técnicas narrativas, os enquadramentos cinematográficos e a cenografia, que mostra pela primeira vez o teto dos ambientes. Começa com o protagonista já morto e o jornalista Jerry Thompson é enviado por seu chefe para investigar a vida de Kane, a fim de descobrir o sentido de sua última palavra, a qual ninguém sabia. Entrevistando pessoas do passado de Kane, o jornalista mergulha na vida de um homem solitário, que desde a infância é obrigado a seguir a vontade alheia. Ninguém a seu redor importa-se com Kane, que busca por meio da aquisição de bens e a adoração das pessoas.

Júlio César (1953) - Completo (com Marlon Brando)

Eles são todos "homens honrados". E eles todos são conspiradores tramando o assassinato do imperador. Para contar com o apoio das massas, entretanto, eles sabem que precisam que sua causa ganhe a simpatia do admirado Brutus. Júlio César (indicado para cinco Oscar, incluindo Melhor filme, e ganhador do prêmio de Melhor Direção de Arte) permanece como uma das melhores adaptações da obra de Shakespeare, sob direção Joseph L. Makiewicz (Oscar de Melhor Direção por A Malvada). À frente de um elenco de estrelas, John Gielgud interpreta o líder da conspiração, Cássio (mais tarde, estaria do outro lado da adaga no papel de César, na versão de 1970 para o filme). James Mason (ganhador do prêmio de Melhor Ator no segundo o National Board of Review) é o atormentado Brutus. E, engrandecendo ainda mais o elenco, Marlon Brando troca sua tradicional camiseta branca por uma toga romana para dar vida ao leal vingador Marco Antônio.