"Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything.
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything..."
Eu sei que vc não me quer triste... que mesmo a minha tristeza te entristece, como tb sei que um dia vamos rir disso tudo... mas até lá... não posso negar a dor...
Te amo minha pequenininha!
Teu Urso
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O DIA EM QUE O MUNDO ACABOU
Aceite os fatos, mon ami, o mundo acabou...estamos todos aqui, vestidos com camisola azul – calcinha e boiando no meio do nada, feito peixinhos de aquário, enquanto as migalhinhas da Terra estão por aí. Falando em “por aí”, olha só quanta gente! Olha lá o seu chefe...hoje ele não vai te encher por causa do seu atraso ou pela barba por fazer – eh! eh! – com aquela saia de anjinho ele já está parecendo um botijão de gás. Espera lá, cadê a sua mulher? Procura daqui... Procura dali e você esbarra com o Juca , lembra dele? Pois é, ele continua o mesmo, desde quando ele...morreu!?! Ah, é! Todos aqui estão, até você. Hmmm! Se o Juca está por aqui, então a Marcinha do 604 também; isto é muito interessante...muito, muito interessante. Ih, olha lá a sua esposa de prosa com o falecido. Será que até aqui ele vai te atrapalhar? “O falecido isto, o falecido aquilo” Ou então a clássica: “Ah se fosse no tempo do falecido...” Melhor deixá-los conversando. Será que aqui em cima existe divórcio?
Mas tudo bem, “dá nada não”( como diz a gurizada por aí), aproveite, pegue a sua lira, seu par de asinhas e a auréola e vem comigo. Tirando o fato de estar morto, não é tão ruim estar morto, não é mesmo? Você já estava ficando entediado quando ouve um batuque bastante familiar... um monte de cidadãos afro-brasileiros (antigamente falava-se “negões” com a boca cheia, mas isso foi antes de acharem que negrão é palavrão) atacando um pagodinho, algumas “arianinhas” (viu como soa estranho?) requebrando-se e uma legião de anjinhos com rebolado de gringo acompanhando o ritmo, tudo numa “nice”, como falava-se nos bons velhos tempos. Legal! Tem até caipirinha, mas como aqui é o paraíso, ela é sem álcool (Bleargh!!!), nem tudo é perfeito.
Você come feijoada sem medo da gordura ou do colesterol, afinal, você já foi desta para melhor ( e bota melhor nisso), tirou uma soneca em uma nuvem – que por sinal, são bem melhores que as redes – e teve uma anja – com pinta de atriz pornô – que já andou te dando umas piscadas. Em resumo, não era o Brasil que era um Paraíso, o Paraíso que é um Brasil, só que melhorado, onde se pode conjugar o verbo vagabundear com letras garrafais, e sem constrangimento algum. É tipo um ISO 9002 em vadiagem. Tem um detalhe que não se parece com o Brasil... De repente um sujeito vestido de vermelho e com chifres sai de trás de uma nuvem, te aponta um tridente e diz: “Aê, mermão, vai passando as asinha e a auréola senão te furo!!!” Pronto! Igualzinho ao Brasil...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Carpe Diem
Horácio
Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
Colha o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A LESTE DO ÉDEN
Está chovendo aqui, a leste do Éden, e as exiladas criaturinhas de Deus em silêncio se aninham umas nos braços das outras e mutuamente se consolam. Está frio aqui, a leste do Éden, e as rebeldes criaturinhas de Deus usam seu calor, mutuamente cedido, emprestado, consentido, para aquecerem umas às outras. Leste do Éden é um lugar solitário para se viver, mesmo quando não se está só, mas quando se está, é o ermo, o esquecimento.
Exiladas entre os exilados, algumas sofridas e felizes criaturinhas de Deus há, que perscrutam a multidão procurando o rosto e os braços a que foram destinados desde o nascimento (ou antes). Muitas delas não o conseguirão a princípio e desistirão. Outras tantas encontrarão e não saberão reconhecer, levando assim, uma vida frustrada, sem saber que chegaram perto da felicidade plena, e miseravelmente falharam em identificá-la. Há aquelas que perder-se-ão pelo caminho, seduzidas por paraísos diversos (e fugazes), não podendo e não querendo mais retornar à busca.
No entanto existe sempre a abençoada possibilidade de recuperar sua outra metade e poder retornar à terra de origem, pois não existe destino pior que ser sozinho a leste do Éden.
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